Últimas Apresentações de Arteiro em Manifesto, de Roberto Rodrigues

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Foto: Leo Bandeira

Arteiro em Manifesto é Roberto Rodrigues dando vida a Mestre Palito é excêntrico, um bufão andarilho e irônico, um reciclador de ideias e objetos, que mesmo ácido e absurdo, consegue o riso e afeto. E, por não estar na praça, pede licença para entrar nas casas da plateia virtual.

Desde o dia 19 de março — por duas semanas, de sexta a domingo, em sessões às 18 horas e às 20 horas, pelo Sympla, online e gratuito — pretende ampliar a criatividade como ferramenta necessária para transformação social, abrindo espaço para reflexões através do riso e do absurdo.

blank“A arte é a única ferramenta, na qual acredito, vislumbrar novos mundos possíveis, onde sejamos mais generosos, empáticos e equitativos. Essa obra abarca com sutileza e acidez assuntos contundentes, como a desigualdade e o capitalismo. E como disse Manoel de Barros: É preciso transver o mundo”, reflete Roberto Rodrigues

Com profissionais de grande reconhecimento nacional que assinam a equipe técnica, Arteiro em Manifesto ganha tom cômico e ácido, permeado de teatro e comédia física.

E Roberto Rodrigues idealizou o personagem impregnado dessa arte manifestada através do riso, da comunhão democrática da rua, do teatro, do circo, do encantamento da música, da transcendência do espírito pelas artes plásticas, dos questionamentos a partir da filosofia e o poder através da troca de saberes.

Por tudo isso, Arteiro em Manifesto será encenado, e transmitido, diretamente da calçada da casa do ator.

“O caos está na obra como está em todos nós neste momento, o tempo, as políticas, os colapsos, a obra poderia muito bem se tratar de um universo distópico, porém é presente, está no presente. E é sobre esse momento de mudança que ela aponta, a necessidade de mudar. Acho que é isso.”, destaca Roberto Rodrigues

Inspirada nos poetas, artistas mambembes, músicos de rua e palhaços de feira. Um respiro da realidade através do entretenimento, do lúdico, do poder de transformação pelos questionamentos que a arte é capaz de conceber.

“Procuro colocar em cena essa possibilidade de um outro, ou alguns outros mundos possíveis, porém sem apontar direções, apenas questionando, provocando. E Arteiro em Manifesto para mim é uma obra que jamais estará pronta, porque ela mesma tem em sua construção um princípio utópico. Nesse momento é uma proposta cênica, online, entre espectador e uma cena híbrida, que mescla teatro, cinema, música, artes plásticas, literatura, e que batizamos de “feito-teatro-fake”, ou apenas faketeatro.”, complementa Roberto Rodrigues.

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