Marielle Franco é homenageada em canção de Rodrigo Bittencourt

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“Marielle” carrega em sua essência uma sonoridade da nova MPB moderna e, de contexto crítico coloca as duas mãos na ferida brasileira, principalmente sobre o racismo e nossa falta de amor próprio como nação.

A música que extrapola todos os gostos musicais, capaz de fazer crossover em qualquer meio de cunho político e poético.

A música subverte o verso de Jorge Ben Jor que diz “sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza” para “Sou Marielle Franco e tenho uma nega chamada Flamengo”.

Rodrigo Bittencourt com essa frase destrói não só o racismo, mas também o machismo numa tacada só.

Neste single, ele entra de cabeça no tema sem alterar sua marca poética em trechos da letra como: “sou preto, sou branco, sou índio, sou mais que três, mais que vocês”…

Rodrigo sempre mistura letras espertas e diferentes do que se vê por aí com um estilo e linguagem próprias e com a sonoridade jovem moderna e pop.

“Optei por pintar a bandeira do Brasil no meu rosto, mas fiz questão que a barba estivesse em vermelho. O sangue de Marielle escorre é o sangue que escorre pelo país por causa do racismo e da violência contra o povo preto desse país”, destaca.

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